HEROÍNA

COMO É FABRICADA A HEROÍNA?

 

Da planta ao pó, é um processo demorado, pois para chegar até na Heroína, tem que passar antes por várias etapas.

Ao lado nós temos uma plantação de papoula.

Antes de abrir a flor, na papoula formam-se os bulbos, e o traficante faz pequenas incisões nos mesmos, donde sai um líquido branco e  viscoso, parecido com o látex da seringueira

Assim que o líquido endurece, ele é raspado com uma faca ou canivete.

 

E depois de alguns processos químicos em laboratórios, se obtêm o pó branco, que parece muito com a cocaína, para ser utilizada pelos usuários.

Para utilizar a heroína o usuário praticamente faz o mesmo processo quando vai fazer uso da cocaína.

 

 O viciado pode utiliza-la cheirando ou injetando na veia, normalmente ele a utiliza injetando, pois quando ele chega no estágio de usar a heroína, na grande maioria dos casos, ele já passou por várias drogas antes, e já há algum tempo está fazendo uso das drogas injetáveis.


A heroína é descendente direta da morfina, e ambas são tão relacionadas que a heroína, ao penetrar na corrente sanguínea e ser processada pelo fígado, é transformada em morfina. A papoula empregada na produção da droga é cultivada principalmente no México, Turquia, China, Índia e também nos países do chamado triângulo Dourado (Birmânia, Laos e Tailândia).

A morfina é um alcalóide natural do ópio, que deprime o sistema nervoso central, e foi a primeira droga opiácea a ser produzida em 1803. Como poderoso analgésico, suas propriedades foram amplamente empregadas para tratar de feridos durante a Guerra Civil Americana, em meados do século passado.

No final do conflito, 45 mil veteranos encontravam-se viciados em morfina, o que despertou na comunidade médica a certeza de que a droga era perigosa e altamente causadora de dependência. Mesmo assim, nos Estados Unidos, a morfina continuou sendo usada para tratar tosse, diarréia, cólicas menstruais e dores de dente, sendo vendida não só em farmácias, mas também em doceiras e até por reembolso postal.

Em conseqüência, o número de viciados começou a crescer, e os riscos representados pela droga eram cada vez mais evidentes, o que fez com que os cientistas passassem a procurar um substituto seguro para a morfina.

Em 1898, nos laboratórios da Bayer, na Alemanha, surgiu o que se acreditou na época ser o substituto ideal: a diacetilmorfina, uma substância três vezes mais potente que a morfina. Devido a essa potência, considerada "heróica", a Bayer decidiu batizar oficialmente a nova substância com o nome de heroína.

A heroína foi aplicada em viciados em morfina, e os cientistas comprovaram que a droga aliviava os sintomas de abstinência dos morfinômanos.

Durante doze anos acreditou-se que a heroína poderia substituir, segura e eficazmente, a morfina. Além das doenças anteriormente "tratadas" pela morfina, a heroína também foi usada como remédio para a cura do alcoolismo. Por ironia, ficou provado que a heroína é ainda mais viciante do que a morfina, podendo criar dependência em apenas algumas semanas de uso.

Em 1912, os Estados Unidos assinaram um tratado internacional visando acabar com o comércio de ópio no mundo inteiro. Por causa disso, dois anos mais tarde, o Congresso norte-americano aprovou uma lei que restringiu o uso de opiáceos, e, na mesma década, criou mecanismos judiciais que tornavam a heroína ilegal.

Isso levou a uma situação peculiar: antes de 1914, muitas pessoas se haviam tornado viciadas em heroína consumindo a droga como remédio; a partir desse ano os dependentes eram transformados em marginais que precisavam recorrer ao mercado negro para obter a droga e evitar os dolorosos sintomas da síndrome de abstinência.

Ao ser consumida (geralmente por injeção intravenosa), a heroína pode causar inicialmente náusea e acessos de vômito, mas à medida que o organismo se adapta aos efeitos da droga o usuário passa a sentir-se num estado de excitação e euforia, às vezes semelhante ao prazer sexual.

Simultaneamente a droga induz sensações de paz, alívio e satisfação, que se desvanecem algum tempo depois. Como o efeito é relativamente breve (mais ou menos 60 minutos), o usuário é impelido a consumir nova dose de droga.

Dentro de algum tempo de uso constante, ele sentirá necessidade de quantidades cada vez maiores de heroína, não para sentir prazer, mas simplesmente para evitar os terríveis sintomas da abstinência. O viciado em heroína torna-se apático, letárgico e obcecado pela droga, perdendo todo interesse pelo mundo que o cerca.

Ficar sem a droga significa um verdadeiro inferno para ele, que passa a sentir dores atrozes, febres, delírios, suores frios, náusea, diarréia, tremores, depressão, perda de apetite, fraqueza, crises de choro, vertigens, etc.

Apesar de tudo isso, algumas teorias recentes sustentam que ninguém morre de overdose de heroína, já que testes em animais mostraram que não existe uma dose letal da droga. Afirma-se que uma dose de heroína pode ser mortal para um viciado em certas ocasiões, mas em outras não.

Essas teorias consideram que, nesses casos, não é a heroína a causa da morte, mas sim um efeito semelhante ao choque causado pela injeção de misturas de heroína com outras substâncias utilizadas para adulterar a droga vendida ilegalmente.

Como se não bastassem os perigos da heroína, ela ainda é consumida em coquetéis conhecidos como speedballs, onde a droga é misturada com anfetaminas ou cocaína. Esta última mistura foi responsável pela morte do cantor e comediante John Belushi, em 1982.

Da mesma forma que a heroína foi descoberta como remédio para a morfina, outras substâncias vêm sendo pesquisadas para resolver o problema do vício em heroína. Uma delas é a metadona, uma mistura química sintética que alivia os sintomas de abstinência de heroína.

Sintetizada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, a metadona é um opiáceo produzido em laboratório, pouco mais potente que a morfina. Ela é quase tão eficaz quando aplicada por via intravenosa. Doses adequadas de metadona podem durar até 24 horas, e por isso a droga vem sendo empregada, nos Estados Unidos, para tratar viciados em heroína.

Seu uso é totalmente restrito a clínicas e hospitais que aplicam a metadona em pacientes dependentes de heroína, que precisam da droga para escapar dos sintomas da síndrome de abstinência. Entretanto, o viciado que não receber a sua dose também está sujeito a sofrer diarréia, suores, insônia, e dores de estômago, provocados pela falta da substância.

Ela também é considerada altamente viciante, mas não produz a euforia gerada pela heroína. A metadona não causa tolerância e, a medida que o tratamento vai evoluindo, o usuário pode reduzir paulatinamente as doses até livrar-se do vício.

A Heroína é o opiáceo mais amplamente utilizado. Para ficar viciado em heroína é fácil, na primeira dose a pessoa já fica dependente fisicamente e psicologicamente da droga.

 Para livrar-se do vício é um pouco mais complicado: são necessários três anos de tratamento caro e extremamente doloroso. Atualmente ela é considerada a maior ameaça aos nossos jovens, mais que álcool, maconha e cocaína, pois apenas um em cada dez viciados que consegue abandonar a droga.

 

Derivada do ópio e sintetizada a partir da morfina, chegou a ser considerada uma solução para a cura dos viciados em morfina. Mais depois descobriu-se que ela é no mínimo três vezes mais poderosa que a morfina e sua fabricação foi proibida no mundo inteiro.

 

Nos Estados Unidos, as epidemias do abuso da heroína ocorreram durante as décadas de 60 e 70; nos anos 80 foi constatado em pesquisas, que quase 1% da população adulta estava viciada na heroína.

 

A droga é contrabandeada para os Estados Unidos principalmente do Oriente Médio e do Extremo Oriente, onde a papoula é uma importante fonte de renda, com grandes plantações.

Nesta foto acima, ilustra uma plantação da papoula (papaver somniferum), no Oriente Médio; ela é considerada a Flor do Mal, pois dela se obtém o ópio e através do ópio é fabricado a morfina, a heroína, a codeína, a metadona e etc.