LSD:
LYBERG SAURE DIETBYLAMID A
dietilamida do ácido lisérgico (LSD) é a mais
poderosa droga conhecida: menos de Em
estado puro, o LSD - um derivado semi-sintético do ácido lisérgico -
apresenta-se na forma de cristal, podendo ser também produzido, com
potência cinco mil vezes maior que a da mescalina e duzentas vezes maior que a da psilobicina.
Distorce
os sentidos do usuário, fazendo com que veja cores saindo do piano ao
invés de ouvir música. As imagens são distorcidas levando-os à loucura,
à esquizofrenia. É um dos alucinógenos mais perigosos, pois seu efeito
é muito prolongado (dura de
LSD
em forma líquida
As
doses são vendidas ilegalmente e costumam ter de NATUREZA E ORIGEM:
A história do LSD é relativamente recente. Ela começa em 1943, com o químico suíço Dr. Albert Hoffman, que trabalhava para os Laboratórios Sandoz pesquisando derivados do Claviceps purpúrea, também conhecido como ergot, um fungo que atacava o centeio. Os alcalóides desse fungo já haviam sido isolados alguns anos antes, mas pela primeira vez o Dr. Hoffman constatou sua presença em plantas mais elevadas, da família das Convolvuláceas. Essas plantas - a Rivea corymbosa e a Ipomoea violácea - eram empregadas há séculos na América Central pelos índios zapotecas. Acredita-se que os alcalóides sintetizados por Hoffman no fungo do centeio foram responsáveis pelos delírios que acompanhavam os sintomas da peste negra que se espalhou pela Europa, na Idade Média, quando populações inteiras eram intoxicadas ao comer pão feito com centeio contaminado pelo Claviceps purpúrea. Ao realizar experiências com o ácido dietilamida d-lisérgico, a vigésima quinta substância extraída numa série de testes com o fungo, o Dr. Hoffman absorveu, acidentalmente, através da pele, uma quantidade mínima de droga. Intrigado
com os efeitos que experimentou, o cientista batizou a substância como
LSD-25 e resolveu fazer novas pesquisas com ela, escrevendo mais tarde
um relatório que chamou a atenção do mundo científico para a descoberta
de uma droga que, segundo Hoffman, podia deflagrar um estado de realidade
alterada.
No começo da década de 60, o LSD-25 foi empregado experimentalmente em sessões de psicoterapia, principalmente nos Estados Unidos, onde seu uso era legal. Das clínicas e das universidades, a droga espalhou-se para o mundo, transformando-se, junto com a "beatlemania" e a revolução sexual, em símbolos de uma época que, para muitos, representava o início da Era de Aquário. Embora
seu uso tenha sido legalmente restrito a partir de 1963, o ácido lisérgico
continuou sendo fabricado em laboratórios clandestinos e consumido em
grande quantidade.
A partir de 1969, seu consumo começou a diminuir, ao mesmo tempo em que se desvanecia o sonho dos anos 60. Nas décadas posteriores o LSD se tornou droga fora de moda e hoje o seu uso é raro. Enquanto esteve em voga, o ácido lisérgico influenciou profundamente a música, o cinema, as artes plásticas e os costumes, num amplo movimento que ficou conhecido como psicodelismo. PRINCIPAIS EFEITOS
Distorções
perceptivas e visuais; o tempo pode ser distorcido (minutos podem passar
vagarosamente como horas); podem ocorrer distorções
no espaço; podem ocorrer distorções da imagem do corpo; alguns usuários
se sentem pesados e “puxados para baixo” pela gravidade, enquanto outros
experimentam sensações de leveza e flutuação; Uma
modalidade sensorial é confundida com outra, como se a música fosse
“vista” e a cor fosse “ouvida”; memórias recentes/remotas podem ressurgir vividamente, misturando-se
com experiências atuais; experiências sensoriais tendem aumentar (cores
mais brilhantes, definições de objetos, acuidade auditiva, paladar diferenciado);
podem sentir que estão passando por experiência cósmica, religiosa ou
mística (o desejado pela maioria); diminuição da motivação/interesse
ou prolongada depressão e ansiedade. O
que se sabe com certeza é que uma parte do LSD permanece no cérebro
e a maior parte da droga vai para o fígado e os rins, sendo que o ácido
lisérgico pode ser detectado na corrente sanguínea apenas por duas horas
depois de ingerido. Relatórios
norte-americanos afirmam que os efeitos do LSD são resultados da liberação
ou da inibição de substâncias que já existem no cérebro, as quais alteram
o equilíbrio químico desse órgão. Quer dizer, não é a droga que causa
alterações de consciência - o LSD deflagra,
isto sim, relações do próprio organismo. NATUREZA E FORMAS DE USO Quando puro, é um pó branco, inodoro, cristalino. Preparações encontradas nas ruas são geralmente misturadas com substâncias coloridas. São vendidas em tabletes, cápsulas, forma líquida. Aspirado ou injetado. Doses comuns podem fazer com que o usuário possa experimentar uma “viagem” com episódios psicodélicos.
Os
primeiros efeitos do LSD são físicos. Eles variam de uma vaga sensação
de ansiedade à náusea, sendo acompanhados por aceleração de pulsação,
pupilas dilatadas, elevação da temperatura, batimento cardíaco e pressão
sanguínea, além de inquietação e redução do apetite. Em
seguida, o usuário entra num estado de grande sugestionabilidade:
impressões subconscientes afloram aos borbotões, enquanto a capacidade
de receber e analisar de forma estrutural as informações do ambiente
fica distorcida, podendo até desaparecer.
A
experiência, que varia muito de uma pessoa para outra, pode induzir
a sinestesia, um estado de cruzamento dos sentidos, no qual o usuário
"vê" a música e "ouve" as cores. A percepção espacial
também é alterada e as cores têm sua intensidade realçada; imagens
caleidoscópicas e tridimensionais flutuam no vazio. O sentido de tempo
se desfaz, e passado, presente e futuro parecem não ter fronteiras.
Alguns
pesquisadores afirmam ter documentado empregos terapêuticos do LSD,
já que a substância induziria "auto-aperfeiçoamento, aumento
do interesse por questões filosóficas, teológicas e cosmológicas,
e iluminação espiritual. Respostas
emocionais e padrões aprendidos de comportamento podem ser alterados
pela droga, resultando numa eventual mudança de estilo de vida. Empatia
e comunicabilidade podem ser alteradas até chegar ao ponto da telepatia,
embora todos esses efeitos possam ser resultados de características
da personalidade de cada usuário. Muitas
das grandes mudanças de estilo de vida atribuídas ao LSD podem ser
explicadas sociologicamente em vez de quimicamente". Autores
norte-americanos consideram que a droga não gera dependência física,
mas provoca tolerância se diversas doses forem tomadas sucessivamente.
A
dependência psicológica também é rara, uma vez que a intensidade da
experiência lisérgica desencoraja os usuários a consumirem novas doses
num curto período de tempo. A tolerância diminui rapidamente à medida
que a ingestão de LSD é reduzida, tendendo a desaparecer três dias
depois da suspensão do consumo. Não
existem sintomas documentados de síndrome de abstinência. Também devido
à intensidade da "viagem" causada pelo LSD, o usuário pode
ficar mais sujeito a acidentes, e este talvez seja o maior dos perigos
provocados pela droga. Os
estudos médicos são raros e incompletos, sendo que, em 1967, nos Estados
Unidos, foi publicado um relatório afirmando que o ácido lisérgico
pode danificar os cromossomos. Testes de laboratório sugeriram que
o LSD talvez cause alterações cromossômicas, assim como a cafeína,
os raios X, as infecções viróticas e as queimaduras solares.
O
usuário de LSD também está sujeito as chamadas bad
trips, ou "viagens ruins", nas quais pode ser levado
a estados emocionais depressivos, que podem evoluir para reações psicóticas
e paranóia. Em casos extremos, esses estados podem
prolongar-se por toda a viagem, que se transforma em verdadeiro pesadelo.
Tais problemas são geralmente causados pela predisposição do usuário, embora também possam ser resultados de adulterações no LSD vendido ilegalmente sob a forma de cápsulas, comprimidos, micropontos, gotas em papel mata-borrão e folhas de gelatina. O
LSD é uma substância sintética que produz efeitos semelhantes aos
das plantas alucinógenas. O risco maior não está na toxicidade da
substância, mas na sensação de onipotência que provoca,
o que faz o usuário perder o senso de perigo.
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